18.3.16

Deixei-me disto mas teve de ser...

Há muito que não escrevo no blog. Para ser sincera, lembro-me bem de o ter criado. Andava no meu 10º ano e era moda na altura as raparigas criarem um blog e escreverem textos inspirados nas suas vidas (ou não). No entanto para pertencer a este estatuto de blogger de escrita sentimentalista, os textos tinham de ter algumas características, das que me lembro descrevo:

1 - Os textos preencherem uma página inteira de tão longos que eram. Não importava se repetiam muita vez a mesma frase, se tivessem 200 linhas de escrita, eras o melhor dos escritores;
2 - O assunto principal dos textos do blog puxavam dos sentimentos mais profundos como "eu gosto dele mas ele nem olha para mim" ou um diário de como decorre a relação (podem ir verificar nos meus posts anteriores, isto é uma autocrítica do passado), bem ou mal não importa, o que importa é falar e de preferência que tenha a característica descrita no ponto 1. 
3 - Arranjar o pseudónimo mais intelectual possível (outra autocrítica). Sim, todas sabíamos que blog correspondia a quem, no entanto o pseudónimo era para escrevermos sem "saberem quem éramos". Actualmente dá-me bastante jeito porque 90% das pessoas deixou o blog e eu não quero mesmo que saibam quem sou.
4 - Fossem bloggers assíduas na escrita ou não, o design do blog tinha de estar no grito da moda. Mudar as cores e as letrinhas era a função de se ter um. (TER O BLOG MAIS COOL).

Críticas e autocríticas à parte, a verdade é que esta página por vezes se torna um refúgio para mim, mesmo que seja de anos a anos. E hoje é um dia desses e adivinhem, o tema não mudou muito (ou nada).

Actualmente tenho 22 anos, acabei uma relação de quatro anos e nove meses há aproximadamente um ano e três meses. Quando penso nisto digo para mim mesma "só?! Parece que não estou com ele há bem mais do que isso". Talvez se deva à quantidade enorme de sentimentos e vivências que passei até então. Voltei a dar valor à amizade, coisa que deixei de lado quando namorava. Hoje os amigos são tudo, recriei amizades antigas e felizmente o Instituto Superior Técnico deu-me as melhores pessoas que conheci até hoje. Sou uma pessoa diferente, ou melhor, voltei a ser quem era. Tenho toda a noção disso. Não estou a dizer que estou melhor assim porque não estou, por vezes cai uma lágrima a pensar nesses tempos, mas se fosse hoje não deixaria que fossem como foram na realidade. Mas isso faz parte de crescer.

Actualmente gosto de um rapaz mas eu fui estúpida. Não queria nenhuma relação porque tinha medo de pensar no meu ex-namorado ainda. Eles são amigos, muito amigos. Mesmo assim ele nunca desistiu de mim. Até hoje, o fim.
Foi a pessoa que mais fez por mim. Dou e sempre dei muito valor a isso apesar de ele pensar que não. Lembro-me mais vezes dele embora nem todas a vezes que o faça lhe mande uma mensagem. Tenho orgulho nele. Sempre pude ser eu mesma ao seu lado, nunca tive de evitar dizer asneiras para ser uma menina delicada, sempre pude chorar, sempre pude gargalhar até se ver o estômago, sempre pude fazer tudo que ele cuida de mim até saber que eu estou bem. O que nunca nenhum rapaz foi capaz de fazer por mim. Esta história dura há um ano, o vai-não-volta e as minhas indecisões. Mas tudo o que começa tem um fim, independentemente de quando seja. Vou ter saudades do que sentias por mim porque eu sinto o mesmo por ti. Um beijinho, Telmo.

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